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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Um espaço não formal: Estação de Tratamento de Água e Esgoto
Ter como base apenas o ensino formal na educação infantil, acaba tornando a aprendizagem mais difícil por parte das crianças. Mantê-las apenas em sala de aula, não favorece um aumento do interesse. Ao entrar em contato com os espaços não formais, podendo visualizar “de perto” como ocorre na prática o que foi estudado em sala, um maior interesse é despertado nas crianças.
O tema escolhido para ser trabalhado como um “projeto”, visando um modo mais interativo com as crianças, foi a ÁGUA. É importante ressaltar para a educação infantil a importância dessa substância química, que sem ela é impossível viver. Tendo como principal objetivo mostrar para as crianças a importância da água, decidiu-se ensinar em relação ao seu uso, e seu tratamento, conscientizando-as em relação à poluição e ao desperdício.
Ao estudar em sala sobre a água e o esgoto, sugeriu-se que fosse feita uma visita a uma Estação de Tratamento de Água e Esgoto. Na teoria, ensinou-se às crianças a importância desse procedimento, consequentemente o uso da água e os cuidados com o esgoto.
A Estação de Tratamento é responsável por tratar a água, de modo que seja reduzido a concentração de poluentes, até não apresentar riscos para a saúde da população; e também por tratar resíduos domésticos e/ou industriais, os esgotos, para depois serem despejados no mar ou rio, com um nível de poluição aceitável.
Sendo assim, durante a visita a esse espaço não formal, pode-se despertar interesse e curiosidade das crianças, complementando assim o estudo teórico feito em sala de aula.
Apesar de ser uma visita muito interessante e importante , é preciso tomar muito cuidado, devido à grande presença de tanques com água e produtos químicos. A visita deve ser acompanhada por um monitor e os respectivos acompanhantes. Além disso, por se tratar de um grupo infantil, a linguagem deve ser adequada, possibilitando o entendimento de todos, é bom o uso de comparações, podendo ter outras meio da criança entender o assunto.
Educação formal, não formal e informal
A educação formal é um método unidirecional, em que os alunos apenas aprendem a teoria. Complementando a educação formal com a não-formal (prática) temos um melhor rendimento do aluno, pois ao ver a teoria se concretizar, ocorre um interesse maior, assim, despertando curiosidades, dúvidas, enfim, um entretenimento maior entre educador e aluno.
De acordo com o local visitado e o público a ser atendido, o monitor tem que se preparar, pois deve haver um diálogo adequado para que seu público entenda a informação passada. Ex: Em uma visita de um grupo infantil, o monitor não pode falar em uma linguagem científica, e sim de um modo em que desperte o interesse das crianças. Dependendo do local, o monitor tem que tomar precauções para que haja maior entendimento do assunto observado, pois nem sempre o público apresenta a mesma faixa etária, então é o seu dever é dialogar de maneira que todos os visitantes consigam entender o assunto apontado.
O ideal nessas visitas, é que depois desta, o aluno tenha mais dúvidas, ou melhor, novas dúvidas, pois isto, demonstra um interesse maior sobre o assunto apresentado, podendo levar o aluno a buscar novas informações.]
De acordo com Coombs, a educação pode ser classificada como:
- Formal -> “O ‘sistema educacional’ altamente institucionalizado , cronologicamente graduado e hierarquicamente estruturado que vai dos primeiros anos da escola primária até os últimos da universidade.”
- Não Formal -> “Toda atividade organizada, sistemática, educativa, realizada fora do marco do sistema oficial para facilitar determinados tipos de aprendizagem a subgrupos específicos da população, tanto adultos como infantis”
- Informal -> “Um processo, que dura a vida inteira, em que pessoas adquirem e acumulam conhecimentos, habilidades, atitudes e modos de discernimento por meio das experiências diárias e de sua relação com o meio.
Além do mais, muitas pesquisas estão sendo feitas em relação ao uso de analogias e metáforas por professores durante a aula. Como foi observado as analogias estão presentes em muitos livros didáticos de Biologia. O uso dessas figuras de linguagem muitas vezes acaba favorecendo o aprendizado do aluno, podendo relacionar a mesma função em diferentes locais, como por exemplo ao exemplificar a função da bile como sendo um “detergente”, ou definir o alimento como sendo um “combustível”.
De acordo com Ferraz e Terrazzan (2001), idéias presentes na pesquisa “ANALOGIAS COMO FERRAMENTA DIDÁTICA NO ENSINO DE BIOLOGIA” as analogias encontradas em livros didáticos podem ser classificadas em certos tipos, sendo eles: Tipo Simples, Tipo Simples referindo-se à função, Tipo Simples referindo-se à forma, Tipo Enriquecida, Tipo Dupla ou Tripla.
De acordo com Daniela Frigo Ferraz e Eduardo Adolfo Terrazzan, realizadores da pesquisa “USO ESPONTÂNEO DE ANALOGIAS POR PROFESSORES DE BIOLOGIA E O USO SISTEMATIZADO DE ANALOGIAS: QUE RELAÇÃO?” : Para que seja um recurso didático efetivo, o uso de analogias em sala de aula deve seguir uma apresentação organizada para, entre outras conseqüências, evitar o reforço das concepções alternativas dos alunos em relação aos conceitos científicos aceitos. Por isso, os professores, quando do uso dessas estratégias didáticas, devem ter a capacidade de gerenciá-las de modo a levar em consideração as colocações surgidas espontaneamente em aula e as possíveis proposições de análogos feitas pelos alunos.
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